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 Um executivo da empresa defendeu a existência de uma única plataforma de jogos, já que acredita que a incompatibilidade entre as consolas prejudica consumidores e produtores.

«Queremos uma plataforma padrão, aberta, que seja muito mais simples do que ter cinco que não são compatíveis», disse Gerhard Florin, chefe da área internacional da EA, à BBC .

Florin prevê que as consolas serão eventualmente substituídas por set-top boxes e PCs. Para aceder aos jogos bastaria uma ligação à Internet, já que estes não seriam instalados localmente mas residiriam em servidores remotos.

«Não será necessário uma Xbox 360, PS3 ou Wii - o consumidor nem se aperceberá em que plataforma está a jogar», acredita o responsável da EA.
Nick Parker, um analista citado pela BBC, também é da opinião que o futuro dos videojogos não passa pelas consolas, embora conceda que a concorrência entre os fabricantes foi benéfica para o avanço da tecnologia.

Para Parker, o futuro será «um caixa de 49,99 libras [70 euros] da Tesco feita na China com um disco rígido, uma ligação wi-fi e um motor de jogos no seu interior».

O analista prevê que os jogos serão distribuídos através da Internet, mas não acredita que surja uma plataforma aberta, tal como a EA pretende. Em vez de se dedicarem à produção de consolas, a Nintendo, a Microsoft e a Sony passariam a fornecer e a licenciar conteúdos.

«Poderia haver um canal da Nintendo, um canal da Sony e um canal da Xbox na set-top box», afirmou.

 Fonte : Ciberia
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